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domingo, 31 de maio de 2009

Linkagem anti-boring

Como eu ando bem imprestável pra blogar, vou fazer uma linkagem inútil à la Thais, só pra não deixar isso aqui às moscas.

- Black Dude Falling - um flash absolutamente inútil e viciante.
- Can you vibrate as much as a sex toy?
- Notícia de abril, mas infelizmente corrente: Women at war face sexual violence.
- E-books.
- Paixãozaça!
- Francesinha que me faz rever meus conceitos sobre filhos.
- Irish joy.
- Duas cenas de filme que eu não esqueço.
- Amazonas x atenienses.
- Perhaps, perhaps, perhaps.
- Masha detonando.
- Primeiro vídeo de 18 partes do musical Phantom pelo Takarazuka. Aproveitem enquanto ainda está no YouTube.

sábado, 25 de abril de 2009

Takarazuka: Sexual Politics and Popular Culture in Modern Japan - Jennifer Robertson


"To Daichi Mao-sama: You were an absolutely new flower. There has been no other star in Takarazuka history who had displayed your gorgeous androgynous elegance. Before you, there were many orthodox otokoyaku . . . but you gave rise to a new type of player of men's roles . . . with your round face, slim body, and sinuous movements . . . When we fans first hear you sing [about love], we were swept away in a strange and fragrant world. Without question your charm was your very womanliness. Not the posturing come-on of mannish females, but an affirmation of a womanliness of female bodies. You symbolized a new era when females could begin to love themselves as themselves.
And so why you became an ordinary woman?
There are a million of actresses. There's no reason for you to become yet another actress who titillates actual males . . . Now all you do is take roles that have you pout at males and say things like, "Why don't you like me?" That kind of role is totally unrealistic; it's a pathetic joke. You've gone from being a jewel to being a mere pebble. I can never forgive your betrayal in playing women who exist for males. When we see you being embraced by a male, it's as though our dreams have been stolen.
You - Takarazuka's new flower, females' freedom and joy, our fin de siècle dream. Why did you become a woman? Just an ordinary woman!?
Yours, Hoshi Sumire."
(pp. 79, 81)


A carta acima foi escrita por uma fã para Daichi Mao (nome artístico de Tada Mayumi), uma antiga atriz do Takarazuka, depois que ela deixou o teatro e se tornou uma 'atriz comum'. A revolta da fã exprime bem o sentimento que ronda o teatro: as otokoyaku são um símbolo de liberdade para algumas mulheres japonesas; deixando de lado a androginia (aqui a representação da liberdade), elas destróem um pouco da esperanças (ou sonhos) das fãs.

É sobre isso que o livro trata: a ambiguidade existente nas relações entre mulheres representando homens; relações entre atrizes e fãs; e, especialmente, a forma como a política japonesa e a política do teatro se alinharam no último século.

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Takarazuka: Sexual Politics and Popular Culture in Modern Japan
Jennifer Robertson
University of California, 1998
278 páginas

domingo, 8 de fevereiro de 2009

As Irmãs Makioka - Tanizaki Jun'ichiro


"A carta não podia ter chegado em momento mais oportuno. Decidida a tirar bom proveito da situação, Sachiko remeteu um bilhete para Tsuruko, e a este juntou a correspondência da senhora Jinba e a foto de Minokichi Nomura. A senhora Jinba parecia ter pressa em realizar o miai, escreveu Sachiko, mas, em vista do lamentável desfecho do caso anterior, Yukiko talvez se negasse a participar do encontro antes de conhecer todos os dados do pretendente, dados esses que Sachiko podia se encarregar de levantar, caso Tsuruko concordasse."

Bem legal. Tanizaki é ícone da literatura japonesa e tem fama de pervertido (haha), mas essa é uma obra mais 'light'. Não tem muitas pretensões, e a história é contada com foco em coisas comuns do dia-a-dia e no laço entre as irmãs. É útil pra entender várias formalidades japonesas e perceber onde se encontravam as preocupações tradicionais.

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Título original: Sasameyuki
Tradução de Leiko Gotoda, Kanami Hirai, Neide Hissae, e Eliza Tatsuko Hashiro
2ª Edição
Editora Estação da Liberdade
São Paulo, 2007
742 páginas
Romance japonês

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Memorial de Maria Moura - Rachel de Queiroz



"Eu tenho é que dar castigo completo, pra todo mundo ficar sabendo, no sertão: que ninguém trai Maria Moura sem pagar depois."







Acabei de ler. Devo dizer que esperava mais, muito mais. É bom, à exceção de coisas como ela ser estuprada e gostar. Mais do que isso, se apaixonar pelo homem que abusou dela.

Enfim, recomendo pelo clássico, dispensaria o desnecessário. Pra quem gosta de literatura regionalista, é prato cheio.

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Coleção Folha - Grandes Escritores Brasileiros
Volume 6
1ª Edição
Rio de Janeiro, 2008
Copyright 1992
608 páginas
Literatura Brasileira

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

Orlando - Virginia Woolf

"'I am growind up,' she thought, taking her taper at last. 'I am losing some illusions,' she said, shutting Queen Mary's book, 'perhaps to acquire others,' and she descended among the tombs where the bones of her ancestors lay."

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A famosa e polêmica obra que Woolf escreveu inspirada por Vita Sackville-West, a mulher que era sua obsessão.

'Orlando' cobre três séculos da vida do personagem homônimo - e imortal - que, de rapaz nobre da corte elizabetana, se transforma em mulher, por alguma loucura do destino e passa a ver o mundo de uma outra perspectiva.

O filme também vale muito a pena.

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Sobre o meu exemplar:

Idioma: Inglês
Editora: Penguin Books (Harmondsworth, Middlesex, England)
Ano: 1975 (c1928)
Assunto: Ficção / Romance
Páginas: 232

ISBN: 0  1400.0381 9

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

Viver Para Contar - Gabriel García Márquez


"A pequena sala de recepção estava em penumbra por causa das janelas fechadas, mas a luz matinal do pátio iluminava o dormitório, onde o prefeito com outros dois guardas esperava pelo meu avô. Lá estava o cadáver coberto com uma manta em um catre de acampamento, e as muletas ao alcance da mão, onde o dono as deixou antes de se deitar para morrer. Ao seu lado, sobre um banquinho de madeira, estava a bacia onde ele havia vaporizado o cianureto e um papel com grandes letras desenhadas a pincel: "Não culpem ninguém, me mato por insensatez." Os trâmites legais e os pormenores do enterro, resolvidos depressa pelo avô, não levaram mais que dez minutos. Para mim, porém, foram os dez minutos mais impressionantes que eu haveria de recordar na vida."


Não vou falar muita coisa, porque eu adoro García Márquez e já tô ficando enjoativa. Em suma, 'Viver Para Contar' são as memórias do autor. É bastante interessante pra quem já está familiarizado com a obra dele, porque você vai sabendo de onde ele tirou todos os personagens e loucuras dos seus livros. Como sempre, vale a pena.

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Sobre a minha edição:

Título original: Vivir Para Contarla
Autora: Gabriel García Márquez
Tradução: Eric Nepomuceno
Editora: Record
Assunto: Biografia
Edição: 6º
Páginas: 474

ISBN 85-01-06713-X

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

Diaries of Court Ladies of Old Japan - Shikibu Murasaki, Shikibu Izumi, Lady Sarashina


"Looking over those who were inside the misu I saw that persons who were permitted to wear honourable colours were in karaginu of blue or red, painted trains, and uchigi which were as a rule brocade of old red and old rose. Only the Right Bodyguard wore clothes of shrimp pink. The beaten stuffs were like the mingling of dark and light maple leaves in autumn. The under garments were in deep and pale jasmine yellow or in green and white. Some wore scarlet and green, and others dressed trimmed with three folds. Among those who were nor permitted to wear figured silk the elderly persons wore blue, or dull red and old rose five-fold-bordered uchigi. The colour of the sea painted on their trains was tasteful and quiet. On their belts was a repeated design."

[ Diário de Murasaki Shikibu ]



Pra quem, como eu, tem interesse pelo período Heian, esse livro é interessante. Trata-se de diários de três cortesãs japonesas: Lady Sarashina - também conhecida como 'Sugawara no Takasue no musume', ou 'filha de Sugawara no Takasue -, cujo nome real é desconhecido; Murasaki Shikibu, famosa por ter escrito 'Genji Monogatari' ('A Lenda de Genji'); e Izumi Shikibu, outra escritora contemporânea de Murasaki.

Os três diários são escritos de formas bem diferentes. O que mais gostei foi o de Izumi Shikibu, pelo formato, embora para amantes da prosa - feito eu - seja um pouco maçante a quantidade de poemas apresentados.


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Sobre o meu exemplar:

Idioma: Inglês
Editora: Dover Publications, Inc. (Mineola, Nova York, EUA)
Assunto: Diários / Mulheres autoras / Período Heian
Páginas: xxxi, 199

ISBN: 0-486-43204-1

sexta-feira, 3 de outubro de 2008

BM Photo Book


Esse é velho, mas ainda é uma preciosidade: o projeto fotográfico sobre bm norueguês de Peter Beste, True Norwegian Black Metal, que agora virou livro.

[ ATENÇÃO: As imagens podem ser ofensivas para algumas pessoas. ]

quinta-feira, 25 de setembro de 2008

Paradise Lost

"Is this the region, this the soil, the clime,
Said then the lost Arch Angel, this the seat
That we must change for Heaven; this mournful gloom
For that celestial light? Be it so! since he,
Who now is Sovran, can dispose and bid
What shall be right: farthest from him is best,
Whom reason hath equalled, force hath made supreme
Above his equals. Farewell, happy fields,
Where joy for ever dwells! Hail, horrours! hail,
Infernal world! And thou, profoundest Hell,
Receive thy new possessour! one who brings
A mind not to be changed by place or time:
The mind is its own place, and in itself
Can make a Heaven of Hell, a Hell of Heaven.
What matter where, if I be still the same,
And what I should be; all but less than he
Whom thunder hath made greater? Here at least
We shall be free; the Almighty hath not built
Here for his envy, will not drive us hence:
Here we may reign secure, and, in my choice,
To reign is worth ambition, though in Hell:
Better to reign in Hell, than serve in Heaven!"
[ John Milton, Paradise Lost ]

terça-feira, 23 de setembro de 2008

O Livreiro de Cabul - Åsne Seierstad



"A irmã mais veha de Shakila, Feroza, cobre parcialmente o casal com uma manta, segurando um espelho na frente deles. Os dois devem se olhar no espelho. Conforme a tradição, é este o momento em que seus olhos se encontram pela primeira vez. Wakil e Shakila olham fixamente o espelho, como devem, como se nunca tivessem se visto antes. Feroza segura o Alcorão sobre suas cabeças, enquanto um mulá lê as bênçãos. De cabeça baixa recebem as palavras de Deus."

Cultura, Oriente Médio, mulheres do Oriente Médio, livro-reportagem. Tudo o que eu gosto. Sou suspeita pra falar, mas achei o livro ótimo, salvo algo tendencioso que provavelmente há.

O livro foi escrito por uma jornalista norueguesa, Åsne Seierstad, que durante algum tempo viveu com uma família afegã. Fala justamente do cotidiano da família em meio ao rebuliço pós-queda do Talebã. O livro foi altamente contestado pelo próprio livreiro, que tempos depois escreveu um livro em resposta, Eu sou o Livreiro de Cabul, sendo que este, apesar de já estar 'velho', eu ainda não li - mas vai ser o próximo que vou comprar.

Em suma, vale a pena.

Título original: Bokhandleren i Kabul
Subtítulo: -
Autora: Åsne Seierstad
Tradução: Grete Skevik
Editora: Record
Assunto: Viagem / Usos e costumes
Edição: 12º
Páginas: 316

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

Paixão Índia - Javier Moro

"Com o menino nos braços, Anita abre passagem entre os criados, que a fitam em silêncio; depois, entrega-o ao eunuco vestido de fúcsia. Este pega-o delicadamente e de repente põe-se a dançar, girando e gingando ao ritmo dos chocalhos costurados na saia e dos pandeiros dos outros. "O bebê é tão forte quanto Shiva, e suplicamos ao Deus todo-poderoso que nos entregue os pecados de suas vidas anteriores...", cantam todos em grupo enquanto os outros se unem à dança. Ao mesmo tempo, o eunuco vestido de fúcsia pega um pouco de pasta vermelha de uma caixinha e com o dedo indicador desenha um ponto na testa do bebê. Com esse gesto simbólico, as culpas anteriores do filho de Anita passam para os eunucos. E eles ficam contentes, porque assim cumprem sua missão, que a Índia das mil castas lhes determinou ao atribuir-lhes o papel de bodes expiatórios. Acabam dançando em honra à mãe, e jogam grãos de arroz sobre a cabeça de Anita. A temperatura sufocante não estraga o ambiente. É uma festa espontânea, improvisada, alegre e ruidosa. Anita, para quem há poucos minutos aqueles indivíduos pareciam estranhos, distantes e temíveis, agora os vê como seus amigos."
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Paixão Índia conta a história de Anita Delgado, a espanhola que se tornou a maharani Prem Kumari de Kapurthala após se casar com o maharaja sir Jagatjit Singh Bahadur de Kapurthala. Não é nem de longe a mais bem contada das histórias; o estilo de Moro é cansativo e forçado. Mas é interessante para observar a cultura indiana.

O trecho que eu escrevi foi escolhido propositalmente, com a intenção de mostrar a leve participação dos hijras na história.

Um filme baseado no livro, estreado por Penélope Cruz, estava previsto para 2006, mas aparentemente um dos descendentes do marajá se opôs às filmagens, alegando que o livro distorce a realidade.


Título original: Pasión India
Subtítulo: -
Autora: Javier Moro
Tradução: Sandra Martha Dolinsky
Editora: Planeta
Assunto: Biografia / História
Edição: 2º
Páginas: 389

quinta-feira, 18 de setembro de 2008

O Amor nos Tempos do Cólera - Gabriel García Márquez



"Fermina Daza percebeu em breve que o pai estava procurando amolecer seu coração. No dia seguinte da serenata tinha dito, de modo casual: 'Imagine só como se sentiria sua mãe se soubesse que você é requestada por um Urbino de la Calle.' Ela replicou com secura: 'Morreria de novo dentro do caixão.'"









Título original: El Amor en los Tiempos del Cólera
Subtítulo: -
Autora: Gabriel García Márquez
Tradução: Antônio Callado
Editora: Record
Assunto: Romance
Edição: 26º
Páginas: 429

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

Cem Anos de Solidão - Gabriel García Márquez



"José Arcadio não se atreveu a sair de casa por vários dias. Bastava escutar a gargalhada trepidante de Pilar na cozinha para se esconder correndo no laboratório, onde os aparelhos de alquimia tinham revivido, com a bênção de Úrsula. José Arcadio Buendía recebeu com alvoroço o filho extraviado e iniciou-o na busca da pedra filosofal, que tinha por fim empreendido. Uma tarde, os rapazes se entusiasmaram com o tapete voador, que passou veloz ao nível da janela do laboratório, levando o cigano condutor e várias crianças da aldeia, que faziam alegres cumprimentos com a mão, e José Arcadio Buendía nem sequer olhou. "Deixe que sonhem", disse. "Nós voaremos melhor que eles, com recursos mais científicos que essa miserável colcha". Apesar do seu fingido interesse, José Arcadio nunca entendeu os poderes do ovo filosófico, que simplesmente lhe parecia um frasco malfeito. Não conseguia fugir da preocupação. Perdeu o apetite e o sono, sucumbiu ao mau humor igual ao pai diante do fracasso de alguma das suas empresas, e foi tal o seu transtorno que o próprio José Arcadio Buendía o liberou dos deveres no laboratório, achando que ele tinha levado a sério demais a alquimia. Aureliano, evidentemente, percebeu que a aflição do irmão não tinha origem na busca da pedra filosofal, mas não lhe conseguiu arrancar nenhuma confidência. Tinha perdido a sua antiga espontaneidade. De cúmplice e comunicativo fez-se hermético e hostil. Ansioso de solidão, picado por um virulento rancor contra o mundo, certa noite abandonou a cama como de costume, mas em vez de ir à casa de Pilar Ternera perdeu-se no tumulto da feira. Depois de perambular por toda espécie de máquinas de diversão sem se interessar por nenhuma, fixou-se em algo que não estava no jogo: uma cigana muito jovem, quase uma garota, afogada em miçangas, a mulher mais bela que José Arcadio tinha visto na vida. Estava entre a multidão que presenciava o triste espetáculo do homem que se transformara em víbora por desobedecer aos pais."


Quem me conhece, sabe: García Márquez é de longe meu autor favorito. Adoro realismo fantástico, e ele é o mestre, na minha opinião. Cem Anos de Solidão foi o livro que reacendeu minha loucura por leitura, então é sempre o primeiro livro que me vem à mente quando alguém me pergunta qual o meu favorito. É rápido, as coisas acontecem sem te dar chance pra respirar. E você tem que ler com muita calma, de preferência anotando os nomes, porque, acredite, não conheço uma só pessoa que tenha conseguido acompanhar na primeira tentativa. Os nomes se embolam, você se perde e tem que começar tudo outra vez. É fantástico.

Título original: Cien Anõs de Soledad
Subtítulo: -
Autora: Gabriel García Márquez
Tradução: Eliane Zagury
Editora: Folha de São Paulo
Assunto: Romance
Edição: -
Páginas: 383

Virago Modern Classics Special Editions


WOW! Eu estava de bobagem, passando pelo site da Virago Modern Classics, quando dei de cara com a as edições especiais de alguns livros em comemoração aos trinta anos da editora.

As capas ficaram lindas, especialmente a de Valley of the Dolls. Inveja de quem está na Inglaterra agora, e saudades do irmão da Anika trazendo os livros de lá pra mim (lol! Sorry, baby).

Da esquerda para a direita, começando pela fileira de cima, os livros:

- A Far Cry from Kensington - Muriel Spark
- A Game of Hide And Seek - Elizaneth Taylor
- Their Eyes Were Watching God - Zora Neale Hurston
- Valley of the Dolls - Jacqueline Susann
- The Diary of a Provincial Lady - E. M. Delafield
- The Magic Toyshop - Angela Carter
- Excellent Women - Barbara Pym
- 84 Charing Cross Road - Helene Hanff

A única coisa estranha é que a editora não tenha incluído na coleção nenhuma das obras de Sarah Waters.

Falando nela, procurei e não achei: alguém sabe se Fingersmith, o livro, já foi lançado no Brasil?

terça-feira, 16 de setembro de 2008

Mulheres de Cabul - Harriet Logan



"Antes da chegada dos Talebans, acreditávamos que eles eram enviados do Rei Zahir Shah, que seriam bons e benevolentes. Mas eles chegaram com suas barbas compridas e turbantes negros, mataram o presidetne Najibullah e muitos mujahideen. Eu nem tinha uma burkha, então tive de emprestar uma da vizinha, ir ao bazar e comprar uma pra mim. Muitas outras mulheres no bazar xingavam os Talebans e compravam, pela primeira vez, aquelas coisas ridículas e repressivas. Eu me senti péssima usando aquilo, e ainda me sinto. A burkha me dá dor de cabeça, porque é muito apertada."
[ Trecho do depoimento de Anisa, uma das mulheres entrevistadas. ]




Amo esse livro. Ganhei da minha avó no aniversário do ano passado. Foi feito por Harriet Logan, uma fotógrafa inglesa que, em 1997, entrevistou e fotografou várias mulheres afegãs. Em 2001, após a queda do Taleban, ela retornou ao país e repetiu o processo. O resultado está no livro, e vale a pena ler/ver.

Título original: Unveiled
Subtítulo: Voices of women in Afghanistan
Autora: Harriet Logan
Tradução: -
Editora: Geração Editorial / Ediouro
Assunto: Entrevistas / Fotografias / Reportagem / Sociologia
Edição: -
Páginas: xxii, 106

sexta-feira, 22 de agosto de 2008

Coleção 'História da Vida Privada'


Imagine uma pessoa apaixonada por livros + história + sociologia + antropologia + etnografia. Agora imagine essa pessoa topando com uma coleção de nada menos que cinco livros de 600 e poucas páginas cobrindo os costumes e modos de vida dos povos desde a Antiguidade até os dias de hoje.

Pois é, essa sou eu (quase tendo um orgasmo ao ver os livros) e a coleção é a 'História da Vida Privada', organizada por Philippe Ariès e Georges Duby. Constituída de cinco volumes - 'Do Império Romano ao ano 1.000 a.C.'; 'Da Europa Feudal à Renascença'; 'Da Renascença à Revolução Francesa'; 'Da Revolução Francesa à Primeira Guerra'; e 'Da Primeira Guerra aos dias atuais' - é tudo o que eu pedi na vida.

Como livro aqui no Brasil não é lá a coisa mais barata - e como eu comprei TANTO livro no semestre passado que nem tenho onde colocar, nem noção de quanto gastei -, comprei apenas o primeiro volume, mas já estou de olho no resto.

Pra quem se interessar, a editora é a Companhia das Letras.