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quarta-feira, 3 de junho de 2009

New Hampshire: sexto estado norte-americano a aprovar casamento gay

Vou interromper o jejum de posts pra dar mais essa boa notícia.

"New Hampshire tornou-se o sexto estado norte-americano a legalizar o casamento homossexual. A lei foi aprovada pelo Legislativo estadual e promulgada imediatamente pelo governador John Lynch."


Antes de New Hampshire, o Maine também havia aprovado o casamento gay, no dia 6 de maio. Eis os estados que aprovam, atualmente, o casamento gay nos EUA (Maine e New Hampshire em vermelho):

sábado, 16 de maio de 2009

Uruguai derruba proibição a homossexuais no exército

Do The New York Times:

"Uruguay has lifted a ban on homosexuals’ joining the armed forces, the Web site of the president reported on Friday. The decree, signed by President Tabaré Vázquez and Defense Minister José Bayardi, says sexual orientation will no longer be considered a reason to prevent people from entering the military. It lifts a ban imposed by the military dictatorship that ruled until 1985."

sexta-feira, 8 de maio de 2009

Protesto contra o projeto do senador Azeredo em São Paulo


Para saber sobre o projeto, clique aqui. Para assinar a petição contra o projeto, aqui.

sábado, 25 de abril de 2009

Takarazuka: Sexual Politics and Popular Culture in Modern Japan - Jennifer Robertson


"To Daichi Mao-sama: You were an absolutely new flower. There has been no other star in Takarazuka history who had displayed your gorgeous androgynous elegance. Before you, there were many orthodox otokoyaku . . . but you gave rise to a new type of player of men's roles . . . with your round face, slim body, and sinuous movements . . . When we fans first hear you sing [about love], we were swept away in a strange and fragrant world. Without question your charm was your very womanliness. Not the posturing come-on of mannish females, but an affirmation of a womanliness of female bodies. You symbolized a new era when females could begin to love themselves as themselves.
And so why you became an ordinary woman?
There are a million of actresses. There's no reason for you to become yet another actress who titillates actual males . . . Now all you do is take roles that have you pout at males and say things like, "Why don't you like me?" That kind of role is totally unrealistic; it's a pathetic joke. You've gone from being a jewel to being a mere pebble. I can never forgive your betrayal in playing women who exist for males. When we see you being embraced by a male, it's as though our dreams have been stolen.
You - Takarazuka's new flower, females' freedom and joy, our fin de siècle dream. Why did you become a woman? Just an ordinary woman!?
Yours, Hoshi Sumire."
(pp. 79, 81)


A carta acima foi escrita por uma fã para Daichi Mao (nome artístico de Tada Mayumi), uma antiga atriz do Takarazuka, depois que ela deixou o teatro e se tornou uma 'atriz comum'. A revolta da fã exprime bem o sentimento que ronda o teatro: as otokoyaku são um símbolo de liberdade para algumas mulheres japonesas; deixando de lado a androginia (aqui a representação da liberdade), elas destróem um pouco da esperanças (ou sonhos) das fãs.

É sobre isso que o livro trata: a ambiguidade existente nas relações entre mulheres representando homens; relações entre atrizes e fãs; e, especialmente, a forma como a política japonesa e a política do teatro se alinharam no último século.

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Takarazuka: Sexual Politics and Popular Culture in Modern Japan
Jennifer Robertson
University of California, 1998
278 páginas

terça-feira, 7 de abril de 2009

Mais um estado norte-americano aprova o casamento gay!

Agora foi a vez de Vermont!

"A votação que acabou com o veto do governador do estado, Jim Douglas, e impôs o casamento entre casais do mesmo sexo, foi legalizada por 100 a 49."


Fonte: The Salto Alto

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Já são quatro estados:


segunda-feira, 6 de abril de 2009

Iowa aprova casamento gay

"Depois de Connecticut e Massachusetts, Iowa aprovou nesta sexta feira, 03 de abril, o casamento entre pessoas de mesmo sexo.

Segundo a Suprema Corte, proibir o casamento gay seria inconstitucional. Foi defendida a determinação de 2007, segundo a qual o casamento apenas entre homen e mulher é uma violação à legislação estadual.

Mesmo após a aprovação, os casais gays terã que esperar um tempo, já que a medida leva cerca de 20 dias para ser considerada final.

"Iowa é justiça, e é isso que estamos vendo aqui hoje", afirmou Laura Fefchak, que participava de uma festa com sua parceira Nancy Robinson para comemorar o veredicto. "Para dizer a verdade, não pensei que veria esse dia", disse Nancy. "Este é um grande dia para os direitos civis em Iowa", afirmou Dennis Johnson, advogado de Des Moines que trabalhou em favor de casais homossexuais.

O casamento gay é aceito também na Holanda, Bélgica, Canadá, França, Espanha, Uruguai e em Buenos Aires."


Do The Salto Alto

domingo, 29 de março de 2009

Mudanças no Projeto Azeredo


"Agora, o MJ, influenciado por setores da Polícia Federal e da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), quer radicalizar. Pelo substitutivo do senador tucano, ficariam guardados os hórários de log on (entrada) e log off (saída). Já na minuta do ministério, além de todos os dados de tráfego, os provedores seriam obrigados a registrar o nome completo, filiação e número de registro de pessoa física ou jurídica."

Fonte: Pedro Doria

quarta-feira, 11 de março de 2009

"Eu sou feminista!"

Isso sou eu, do alto da minha sabedoria dos nove ou dez anos de idade. Obviamente, na época eu não devia pensar mais do que "é alguma coisa em que a gente pode chutar os traseiros dos homens, então é legal", mas eu já sabia que estava ali defendendo algo que era meu.

Ser feminista foi uma coisa que eu nem nunca contestei. Eu simplesmente sempre fui. Não sei quando começou, não sei por quê. Algumas mulheres dizem que têm 'cliques', percebem o quanto elas e outras à sua volta são constantemente oprimidas e buscam algo que as tire desse inferno. Eu, não. Não sei o que foi. Nas minhas lembranças mais antigas de criança eu não devia ter mais do que três anos, e já lá eu era 'diferente'. Gostava de bonecas e vestidos e maquiagens como me foi ensinado a gostar e a todas as outras meninas desse mundo. Mas tinha mais. Eu gostava de coisas que eram consideradas 'de menino'.

Quantas vezes eu não fui reprimida por gostar dessas coisas? Talvez tenha sido isso! De tanto ouvir os outros (não meus pais; eles só demonstraram alguma 'preocupação' bem mais tarde, quando eu já era adolescente) me barrarem em diversas situações por ser menina, eu provavelmente passei a procurar instintivamente uma maneira de me permitir.

Provavelmente, em algum momento entre esses anos de luta solitária, eu achei graça e fiquei maravilhada ao descobrir que eu não estava sozinha entre as garotas 'bem-comportadas' à minha volta. 'Feminismo'. Não sei quando foi que eu ouvi isso. Eu só sei que eu disse essa frase aí do título, e que aquilo me dava um orgulho tremendo e me dava a maior motivação pra seguir em frente. E é por isso que eu nunca questionei. Sempre foi algo meu. E sempre de todas as mulheres. Eu passei a vida tentando mostrar pra algumas garotas o quão mais elas poderiam ser além daquele esforço todo pra aparecer.

Até então, eu também nunca tinha sido questionada. 'Xingada' (feminista é xingamento, viu?), constantemente assediada, sofrendo tentativas de humilhação, olhada de maneira torta por meninas que sentiam dor demais pra acreditar que existia uma saída real. Isso, sim. Mas a minha posição de feminista, não. E, quando aconteceu, saiu de onde eu menos esperava.

Como a internet é um dos meios mais fantásticos que existem pra encontrar pessoas que compartilham do seu ponto de vista, eu sempre fui ativa em fóruns. Com a chegada do Orkut, então, alegria total. Foi aí que eu descobri a infinidade de feminismos que existem. Foi aí também, que pela primeira vez apontaram o dedo para mim e questionaram a 'veracidade' do 'meu' feminismo. Como partia de pessoas que, até certo ponto, eu respeitava e tinha como referência, eu caí.

Eu como carne. Não acho que todo homem heterossexual é um torturador. Não acredito em sexualidade meramente política (a palavra aí nem é 'acreditar'; é mais uma questão de não achar que isso deva ser uma obrigação de todo e qualquer ser humano). Eu também não sou comunista, nem exatamente de esquerda (economicamente falando), então, obviamente, eu sou um monstro do patriarcado.

Pela primeira vez na minha vida, aos vinte e dois anos de idade, eu me questionei se eu era realmente feminista. Eu lutava por mulheres, fazia o que podia pra contribuir, mas eu não era vegan, tinha atração (também) por homens, era uma 'direitista' cretina, então, claro, como eu poderia ser feminista nessas condições?!

Demorou um pouco até eu perceber a contradição das contradições que jogavam pra cima de mim: eu era mulher, eu lutava por mulheres, pra que todas tivessem voz, mas eu não poderia ter a minha porque, bem, eu estava longe do ideal. Mais do que isso, estavam tentando me obrigar a seguir um modelo, tal qual a sociedade vigente sempre tentou fazer.

Eu nunca me senti tão feliz quanto quando eu finalmente percebi isso. Foram as amarras que me faltavam. Eu não seguia o padrão feminino. Eu seguia o que eu sentia ser. Mas ao mesmo tempo eu tentava e almejava ser o que eu via e acreditava ser a representação ideal de uma revolucionária, ainda que sem perceber. E eu me senti bem entendendo que eu podia ser eu. Que eu tenho falhas, assim como as outras, e que meu jeito de lidar com elas não era exatamente errado, apenas diferente. É uma coisa tão óbvia, tão clichê, e mesmo assim tinha passado batido por tanto tempo.

Isso me fez mais tolerante com relação às garotas que estão chegando agora, ou mesmo aquelas que não acreditam no mesmo que eu. E agora eu vejo várias meninas passando pelo mesmo. Entram e se sentem deslocadas. Têm medo da sua própria opinião. Querem fazer algo, mas não sabem por onde começar. Fogem das garras de uma sociedade machista pra cair nas recriminações de um feminismo que já sofreu tanto que já não sabe como conciliar todas as definições que surgiram, nem educar a variedade de meninas que chegam sem obrigá-las a seguir mais um padrão.

Ainda que me digam que a individualidade seja uma forma de manipulação do 'sistema', eu continuo acreditando que não tem nada mais igualitário do que respeitar a diversidade e a diferença alheia. E ainda que me digam que eu não sou feminista -o que, afinal, acabou se provando ser uma opinião compartilhada por uma minoria entre as que eu conhecia -, eu nunca vou deixar de ser. Podem me tirar o rótulo, podem me chamar do que quiserem. Não é o nome que me faz. É o que eu faço e o que eu escolho. E eu escolho viver por mulheres. Não é disso que o feminismo deveria se tratar, afinal?

quarta-feira, 4 de março de 2009

Como postar um comentário na internet do senador Eduardo Azeredo


Cliquem na imagem e aprendam.

Mas se você acha que é mais interessante não enfrentar filas, clique aqui e assine a petição contra o projeto.

Estou inaugurando a tag 'esse cara tinha que apanhar de vara' em homenagem ao senador Azeredo. Viva ele.

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

Don't divorce us

Mesmo eu não sendo estadunidense, estou apreciando muito o esforço do movimento LGBT de lá pra invalidar a Proposition 8. Vários artistas assumiram a bandeira, e a própria comunidade tem feito muita coisa que dá gosto. O mais recente vídeo da Courage Campaign é de fazer chorar:


"Fidelity": Don't Divorce... from Courage Campaign on Vimeo.

[If you live in California, please think about the families you might know that will be destroyed by Prop 8. Say 'no' to religious fanaticism and please support the campaign.]

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Via: Feministe

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Fim do 'don't ask, don't tell'?

"President-elect Barack Obama has stated that he will be ending the U.S. military's controversial 'don't ask, don't tell' policy, thereby allowing gay men and women to openly serve in all branches of the American armed forces. Though polls have generally shown that a large majority of Americans support the inclusion of gay servicemen and women, polls taken within the military tend to tell a different story.

Though the issue has proved divisive in the US, studies have cited the examples of Great Britain and Israel -- where gays have been allowed to openly serve for some time -- as indicating that gay members of the armed forces do not undermine the effectiveness of the military as a whole."

[January 15 2009]

Expectativas?

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

O mundo pela ótica americana


Não sei a autoria, encontrei pelo Orkut. Mas, cara, seja você quem for, você é um gênio.

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Update:

A Pri me passou outro mapa, dessa vez do Brasil, feito pelos cariocas. Aqui.